Programa de Imersão Artística da ATO está com inscrições abertas para residência em Alcântara, no MA

Programa de Imersão Artística da ATO está com inscrições abertas para residência em Alcântara, no MA

Programa de Imersão Artística da ATO está com inscrições abertas para residência em Alcântara, no MA
Programa de Imersão Artística da ATO está com inscrições abertas para residência em Alcântara, no MA (Foto: Reprodução)

Programa de Imersão Artística da ATO está com inscrições abertas para residência em Alcântara, no MA
Divulgação/Assessoria
Estão abertas, até o dia 17 de julho, as inscrições para a quarta edição do Programa de Imersão Artística da ATO. Com o tema “Planejar o Fracasso”, a residência será realizada entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro de 2026, em Alcântara, no Maranhão.
A iniciativa vai selecionar seis artistas de diferentes regiões do Brasil para uma experiência de pesquisa, criação, experimentação e troca a partir do território maranhense.
O programa oferece bolsa de incentivo de R$ 1.500, passagens de ida e volta até São Luís, traslados entre São Luís e Alcântara, hospedagem e alimentação durante todo o período da residência.
Com caráter itinerante, o Programa de Imersão Artística acontece todos os anos em diferentes territórios do Brasil. A iniciativa é realizada sempre em diálogo com coletivos, espaços independentes e projetos culturais que atuam a partir das realidades locais.
A proposta entende o território não apenas como cenário, mas como parte ativa dos processos de criação. O objetivo é aproximar artistas de diferentes linguagens dos saberes, das paisagens e dos modos de vida das comunidades que recebem cada edição.
Neste ano, a residência tem como eixo o conceito “Planejar o Fracasso”. A reflexão parte da própria história de Alcântara, cidade marcada pelas ruínas do antigo projeto colonial e escravista. Ao mesmo tempo, o território revela outras formas de permanência, construídas por comunidades quilombolas, saberes tradicionais e relações com a terra, o mar, a memória e a ancestralidade.
Segundo Rafael RG, coordenador do programa de imersão, a proposta é construir experiências a partir do encontro com o território.
“Mais do que chegar a um lugar para produzir uma obra, queremos criar um tempo de convivência, escuta e experimentação, em que o território também transforma quem participa da residência”, afirma.
A residência será realizada em parceria com a Casa do Sereio, iniciativa independente sediada em Alcântara e dedicada à pesquisa, à experimentação e à troca de conhecimentos nas áreas das artes e da cultura.
Para Yuri Logrado, coordenador da Casa do Sereio, receber a residência no território amplia o diálogo entre artistas, comunidade e diferentes visões de mundo.
“Receber um programa como esse aqui fortalece as trocas e cria outras formas de relação com a cidade, com as pessoas e com os processos que emergem do território”, afirma.
Durante a imersão, os participantes vão desenvolver seus processos criativos por meio de caminhadas pelas ruínas da cidade, encontros com comunidades locais, trocas com mestras ceramistas do Quilombo de Itamatatiua, visita ao Museu Quilombola de Itamatatiua e atividades de experimentação coletiva.
O edital completo está disponível no link!
As inscrições são voltadas para artistas brasileiros, brasileiras e brasileires, ou estrangeiros, estrangeiras e estrangeires residentes no Brasil, maiores de 18 anos, de qualquer região do país e em qualquer estágio da carreira.
Podem participar artistas de diferentes linguagens e áreas de atuação. Mães, pais e pessoas responsáveis por crianças de até 10 anos também podem se inscrever, com previsão de acolhimento conforme as necessidades de cada participante.
Dúvidas e outras informações podem ser consultadas nos perfis @ato.artivista e @casadosereio.
Alcântara
Alcântara fica na margem continental da Baía de São Marcos, em frente à ilha de São Luís. O município reúne paisagens, memórias e modos de vida ligados a diferentes períodos da história.
Antes da colonização portuguesa, o território era conhecido como Tapuitapera e abrigava diversos povos indígenas. Depois, tornou-se um importante centro econômico ligado ao ciclo colonial e ao trabalho escravizado.
Esse processo deixou como legado um conjunto arquitetônico que hoje é reconhecido como patrimônio nacional.
Atualmente, Alcântara é um território vivo, marcado pela presença de comunidades quilombolas, saberes ancestrais, manifestações culturais e relações coletivas com a terra, as águas e a memória.
Casa do Sereio
Fundada em 2018, a Casa do Sereio é uma iniciativa independente sediada em Alcântara. O espaço é dedicado à pesquisa, à experimentação e à troca de conhecimentos nas áreas das artes e da cultura.
Em diálogo com as camadas históricas e culturais do território, a Casa do Sereio desenvolve ações que aproximam práticas artísticas contemporâneas, saberes locais e experiências de imersão.
A iniciativa promove convivências e processos de criação compartilhada entre artistas, pesquisadores e agentes culturais em relação direta com o território.

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