Veja plano de governo de Reginaldo Lima (PCB), candidato ao governo do Maranhão


Reginaldo Lima (PCB)

Veja plano de governo de Reginaldo Lima (PCB), candidato ao governo do Maranhão
Veja plano de governo de Reginaldo Lima (PCB), candidato ao governo do Maranhão (Foto: Reprodução)


Reginaldo Lima (PCB)
Reprodução/ TV Mirante
O candidato ao governo do Maranhão, Reginaldo Lima (PCB), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com 36 páginas, o documento reúne as principais propostas do candidato, caso eleito, na chapa formada com o candidato a vice-governador Bartolomeu Moreira (PCB). O PCB decidiu disputar as eleições de 2026 com chapa própria.
O programa foi aprovado durante o Encontro Estadual do PCB Maranhão, realizado nos dias 28 e 29 de março de 2026, em Imperatriz. Estruturado em dez blocos temáticos, o documento reúne diagnósticos e propostas sobre trabalho e renda, reforma agrária, saúde, educação, saneamento, moradia, industrialização, direito das mulheres, juventude, combate ao racismo, população LGBTQIA+, comunidades tradicionais e a propostas específicas para Alcântara (MA).
Confira abaixo por área as principais medidas propostas para o mandato 2027-2030, caso seja eleito em outubro.
Saúde
Na área da saúde, o plano prevê a ampliação dos investimentos públicos e dos serviços de saúde, além de políticas específicas voltadas à saúde sexual e reprodutiva das mulheres, ao atendimento da população trans e ao acesso aos serviços em comunidades quilombolas.
Entre as principais medidas estão a expansão da rede de saúde sexual e reprodutiva, a ampliação do atendimento especializado para pessoas trans e a oferta de serviços de saúde às comunidades quilombolas.
Veja outras propostas:
Ampliar os investimentos públicos em saúde e a oferta de serviços públicos à população;
Expandir a rede de serviços de saúde sexual e reprodutiva, com atendimento humanizado e distribuição gratuita de métodos contraceptivos;
Ampliar o acesso da população trans aos serviços de saúde, incluindo atendimento especializado e acompanhamento multiprofissional;
Garantir o respeito à identidade de gênero e atendimento humanizado e sem discriminação nas instituições estaduais de saúde.
Educação
Na educação, o plano prevê a ampliação do acesso e da permanência na educação pública, com propostas relacionadas à jornada integral, alimentação escolar, transporte, interiorização do ensino superior e assistência estudantil.
Entre as principais medidas estão a expansão das universidades estaduais e federais no interior, a oferta de bolsas de permanência, moradia e transporte para estudantes e programas de alfabetização e formação profissional.
Veja outras propostas:
Ampliar o acesso e a permanência na educação pública;
Oferecer educação com jornada integral, alimentação escolar e transporte gratuito;
Expandir as universidades estaduais e federais no interior do Maranhão;
Ampliar bolsas de permanência estudantil, moradia e transporte para estudantes;
Fortalecer a universidade pública e os investimentos em ciência, tecnologia e inovação;
Criar programas de alfabetização e formação profissional voltados especificamente para mulheres adultas, articulando conhecimentos tradicionais e técnicos;
Desenvolver programas permanentes de enfrentamento ao preconceito, à violência e ao bullying;
Incluir na rede pública estadual conteúdos relacionados à história das mulheres, movimentos feministas, relações de gênero, direitos humanos, igualdade e respeito à diversidade;
Integrar políticas de igualdade de gênero à formação continuada dos profissionais da educação e à produção de materiais pedagógicos adequados à realidade do Maranhão.
Saneamento, moradia e infraestrutura
Na área de infraestrutura social, o plano prevê um programa público de investimentos em saneamento básico e melhoria habitacional, com prioridade para bairros periféricos, comunidades rurais, quilombolas, indígenas e assentamentos.
Entre as principais medidas estão investimentos em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana, resíduos sólidos e moradia. O programa também associa essas obras à geração de empregos por meio da Frente Estadual de Trabalho e Juventude.
Veja outras propostas:
Implantar um amplo programa público de investimentos em abastecimento de água, drenagem urbana, manejo de resíduos sólidos, além de ampliar a coleta e o tratamento de esgoto;
Investir em melhoria habitacional, com prioridade para bairros periféricos, comunidades rurais, quilombolas, indígenas e assentamentos;
Garantir acesso ao transporte público de qualidade como parte da ampliação dos serviços públicos prevista pelo programa.
Trabalho e renda
Na área de trabalho e renda, o plano prevê mudanças nas relações de trabalho, com propostas de redução da jornada, combate à informalidade e à pejotização, valorização salarial e reconhecimento de direitos de trabalhadores de aplicativos.
Entre as principais medidas estão a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial, o fim da escala 6x1, a revogação das reformas trabalhista e previdenciária e a criação de uma política de valorização do salário mínimo.
Veja outras propostas:
Propõe reduzir a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução salarial, e combater a escala 6x1;
Valorização do salário mínimo, garantindo poder de compra compatível com o custo real da cesta básica e dos direitos sociais;
Combater a pejotização e o trabalho intermitente, com responsabilização solidária das empresas contratantes;
Reconhecer vínculos de trabalho nas plataformas digitais e na economia de aplicativos.
Desenvolvimento econômico e indústria
Na área econômica, o programa propõe alterar o modelo baseado na exportação de matérias-primas e ampliar a industrialização e a agregação de valor aos recursos produzidos no Maranhão, com participação do Estado no planejamento e nos investimentos considerados estratégicos.
Entre as principais medidas estão o aproveitamento do gás natural para criação de cadeias industriais, o incentivo à agroindústria e o uso da infraestrutura logística estadual para gerar empregos de maior qualificação.
Veja outras propostas:
Desenvolver uma política industrial voltada à geração de empregos, utilizando gás natural e a infraestrutura logística do estado;
Articular a industrialização do gás maranhense, com desenvolvimento de cadeias petroquímicas, fertilizantes, cerâmica e energia;
Incentivar a agroindústria e a produção de alimentos voltada ao mercado interno;
Ampliar o investimento público como indutor do desenvolvimento econômico e da geração de empregos, via Frente Estadual de Trabalho e programas de infraestrutura habitacional;
Fortalecer a atuação do Estado como planejador e investidor em atividades econômicas consideradas de interesse social;
Investir em ciência, tecnologia e inovação associados ao processo de desenvolvimento econômico e industrial do estado.
Reforma agrária, agricultura familiar e segurança alimentar
Na política agrária, o plano prevê reforma agrária, combate à grilagem e à concentração fundiária, além do fortalecimento da agricultura familiar, da agroecologia e da produção de alimentos.
Entre as principais medidas estão a desapropriação sem indenização de terras obtidas por grilagem ou que não cumpram função social, a demarcação de territórios de povos tradicionais e o redirecionamento de subsídios destinados ao agronegócio para a produção agroecológica.
Veja outras propostas:
Desapropriar sem indenização terras obtidas por meio de grilagem ou que não cumpram a função social, medida apresentada no documento como “confisco imediato dos latifúndios”;
Garantir a demarcação dos territórios indígenas, quilombolas e de uso comum das comunidades tradicionais;
Proteger terras tradicionalmente ocupadas e combater a grilagem;
Revisar medidas que favoreçam a concentração da propriedade da terra e a legalização da grilagem;
Fim dos incentivos ao agronegócio e redirecionamento dos subsídios destinados à soja exportadora para o fomento à agroecologia e à produção de alimentos;
Fomentar a agroecologia e valorizar conhecimentos tradicionais das mulheres do campo.
Segurança pública e combate ao racismo
Na segurança pública, o plano prevê uma política baseada na proteção da vida, nos direitos humanos, na prevenção da violência e no enfrentamento das causas sociais da criminalidade. O documento relaciona parte dessas propostas ao combate ao racismo estrutural e à violência contra a população negra.
Entre as principais medidas estão o enfrentamento às intervenções policiais violentas, a responsabilização por abusos cometidos por agentes públicos e investimentos em educação e emprego para a juventude negra.
Veja outras propostas:
Adotar uma política de segurança pública voltada à proteção da vida e ao respeito aos direitos humanos;
Investigar e responsabilizar agentes envolvidos em abusos e também aqueles que determinem, autorizem ou acobertem essas práticas;
Ampliar investimentos em educação e emprego para a juventude negra.
Direito das mulheres
Nas políticas para as mulheres, o plano prevê ações relacionadas a trabalho e igualdade salarial, enfrentamento à violência de gênero, saúde, educação e participação política.
Entre as principais medidas estão a implantação de uma política estadual de enfrentamento à violência contra as mulheres, a expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, a criação de casas de acolhimento regionalizadas e políticas de autonomia econômica para vítimas de violência.
Veja outras propostas:
Criar empregos formais em setores como indústria, energia e agroindústria familiar, com prioridade para mulheres chefes de família;
Aplicar o princípio de salário igual para trabalho igual, com auditorias sindicais e sanções às empresas que descumprirem a medida;
Criar e ampliar creches e lares de idosos e ampliar e melhorar os restaurantes populares, medidas que, segundo o plano, teriam o objetivo de reduzir a dupla jornada e ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho e na vida política;
Democratizar a participação feminina nas estruturas de decisão de sindicatos e cooperativas rurais;
Defender a legalização e a descriminalização do aborto;
Implantar uma política estadual de enfrentamento à violência contra as mulheres, articulada com os municípios;
Ampliar progressivamente a rede de atendimento especializado. Isso inclui a expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, a criação de núcleos regionais com equipes multidisciplinares (policiais, psicólogas, assistentes sociais e assessoria jurídica);
Criar uma rede estadual de proteção com casas de acolhimento regionalizadas, atendimento psicossocial, assistência jurídica e acesso prioritário a programas habitacionais;
Institucionalização de casas-abrigo e programas de autonomia econômica para mulheres em situação de violência, garantindo renda e reinserção social;
Lei de cotas femininas e raciais em todos os espaços de poder, incluindo partidos, sindicatos, conselhos e instâncias governamentais;
Desenvolver uma política permanente de educação sobre igualdade de gênero, direitos humanos e respeito à diversidade nas escolas públicas;
Programas de alfabetização e formação profissional voltados especificamente para mulheres adultas, com metodologias que articulem saberes tradicionais e técnicos.
Juventude
Para a juventude, o principal projeto apresentado é a criação da Frente Estadual de Trabalho e Juventude, definida no documento como um programa de emprego público voltado à contratação direta de jovens e associado a obras, industrialização e qualificação profissional.
Entre as principais medidas estão a contratação de jovens para obras de saneamento e habitação, a qualificação vinculada às novas atividades industriais e a ampliação das condições de permanência no ensino superior.
Veja outras propostas:
Criação de uma Frente Estadual de Trabalho e Juventude, programa de emprego público massivo e planejado, com contratação direta de jovens;
Empregar jovens em obras de saneamento e habitação, com salário, carteira assinada e qualificação profissional;
Criar programas de formação profissional vinculados às obras públicas e às novas indústrias, com prioridade para jovens de baixa renda, mulheres e moradores de áreas rurais e periféricas;
Expandir universidades estaduais e federais no interior e fortalecer bolsas de permanência, moradia e transporte estudantil.
Povos indígenas e comunidades tradicionais
Para os povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais, o plano prevê ações voltadas principalmente à proteção territorial, regularização fundiária e preservação dos modos de vida.
Entre as principais medidas estão a demarcação de terras indígenas e quilombolas, a titulação dos territórios tradicionais e o combate à grilagem e às invasões de terras.
Veja outras propostas:
Garantir a demarcação jurídica e física dos territórios indígenas, quilombolas e de uso comum das comunidades tradicionais;
Titulação imediata e massiva de territórios quilombolas e proteger terras tradicionalmente ocupadas;
Combater a grilagem e revisar medidas que favoreçam a concentração fundiária;
Preservar os bens naturais associados aos territórios tradicionais;
Fortalecer a agricultura familiar e outras atividades produtivas desenvolvidas pelas comunidades.
População LGBTQIA+
Para a população LGBTQIA+, o programa prevê a implantação de uma política estadual permanente de promoção de direitos, com ações nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, trabalho, segurança pública e direitos humanos.
Entre as principais medidas estão atendimento especializado de saúde para a população trans, programas de qualificação e emprego, combate à discriminação nas escolas e aprimoramento da investigação de crimes motivados por LGBTfobia.
Veja outras propostas:
Implantar uma política estadual permanente de promoção dos direitos da população LGBTQIA+;
Ampliar o acesso da população trans aos serviços de saúde, com atendimento especializado e acompanhamento multiprofissional;
Garantir respeito à identidade de gênero em toda a rede pública estadual, desenvolvendo programas permanentes nas escolas contra preconceito, violência e bullying;
Criar programas específicos de qualificação profissional, acesso ao emprego e geração de renda, com atenção especial a travestis e pessoas trans;
Combater crimes motivados por LGBTfobia e garantir acolhimento às vítimas, aperfeiçoando os mecanismos de registro, investigação e acompanhamento dos crimes motivados por LGBTfobia;
Apoiar a produção cultural, artística e intelectual da população LGBTQIA+;
Produzir e sistematizar dados sobre as condições de vida e as demandas da população LGBTQIA+ no Maranhão.
Alcântara
Para Alcântara, o programa reúne propostas relacionadas aos direitos das comunidades quilombolas e ao uso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). O documento defende a titulação dos territórios, reparação às famílias afetadas e mudanças na política relacionada ao programa espacial.
Entre as principais medidas estão a demarcação definitiva dos territórios quilombolas de Alcântara, a reparação histórica de famílias removidas ou prejudicadas e a revisão de acordos que, segundo o programa, limitem a soberania nacional sobre a área.
Veja outras propostas:
Demarcar e titular definitivamente os territórios quilombolas de Alcântara;
Garantir segurança jurídica às comunidades e condições para a manutenção de suas atividades produtivas, culturais e sociais;
Promover reparação histórica às famílias removidas ou prejudicadas pelos processos de implantação e expansão do Centro de Lançamento de Alcântara;
Defender um programa espacial sob controle público, transparente e orientado às necessidades do desenvolvimento nacional;
Fortalecer a agricultura familiar, a pesca artesanal e outras atividades econômicas desenvolvidas pelas comunidades quilombolas de Alcântara.

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